Entrevista em 17 de junho de 2013 na Roda Viva da TV Cultura com representantes do Movimento Passe Livre.
quarta-feira, 19 de junho de 2013
quinta-feira, 18 de abril de 2013
Estudantes do Magalhães protestam por reforma da quadra
Cansados de esperar pela reforma da quadra da escola, os estudantes da E.E. Luís Magalhães (Jd. Ângela, zona sul) convocaram uma paralisação das aulas para o período da manhã nesta quarta-feira (17/04) como forma de protesto.

Assim que soube o que os alunos estavam planejando, a diretoria da escola fez de tudo para desmontar a
mobilização estudantil.
Às vésperas da paralisação, na terça-feira, um professor passou em todas as salas botando terror – dizendo que os alunos que participassem do protesto seriam presos -, enquanto outros remarcaram suas provas para o dia seguinte. O esforço das autoridades da escola para frustrar a paralisação foi bem sucedido. No início da manhã, enquanto os estudantes e seus apoiadores preparavam batuques e cartazes para animar a luta, a Polícia Militar cercou a escola com viaturas. Com medo ou desconfiados, a maioria dos alunos entrou na aula. Para não se deixarem isolar, mesmo aqueles que insistiam na paralisação entraram também.
A tentativa de protesto, ainda assim, virou assunto de conversa nos corredores,

aumentando nos estudantes a vontade de lutar. No horário do intervalo, eles se reuniram no pátio e fizeram uma assembleia, onde decidiram que iam pedir à direção que abrisse o portão da escola para que protestassem. A resposta da diretora foi a ameaça de suspensão de uma estudante, revoltando ainda mais os alunos. Após uma negociação, a diretora autorizou um protesto na saída, desde que não bloqueassem o trânsito na Estrada do M’Boi Mirim.
E por volta das 12h30 os alunos já saíram da escola com suas faixas e cartazes nas mãos e cantando palavras de ordem. De início, só havia um carro da polícia presente no local,

o que facilitou para que os alunos tomassem uma faixa da estrada. Mas não tardou muito e o local já estava tomado pela polícia e os alunos foram para um beco de frente à escola e lá continuaram o protesto. Para piorar, além da polícia, duas professoras e a diretora também colaboravam para intimidar os alunos, mandando irem para casa. O ato terminou quando os alunos do período da tarde começaram a entrar para a escola, mas antes os estudantes (cerca de 150) tiraram uma assembléia para o dia seguinte para decidir os próximos passos do movimento, que já deu provas de sua força e só tende a se fortalecer ainda mais se depender da disposição que mostraram na manifestação.
Que a direção e o governo abram o olho, porque o nosso está bem aberto e lutaremos até o fim!
terça-feira, 5 de junho de 2012
Manifestação ilegal de 250 mil sacode a sociedade de Quebec
Publicamos relato da grandiosa
manifestação ocorrida em Quebec na semana de 22 de maio. Jovens e
trabalhadores, lado a lado, ombro a ombro desrespeitaram as ordens da polícia e
romperam com as proibições impostas pelo governo. Em Quebec existe a lei 78 que
proíbe aglomerações de mais de 50 pessoas e protestos a menos de 50 metros das
faculdades e universidades. As manifestações ignoraram essa lei.
Isa Al-Jaza’iri
No dia 22 de maio, vimos o maior ato
de desobediência civil da história do Canadá. Entre 250
e 350 mil jovens e trabalhadores saíram às ruas de Montreal e abertamente
desafiaram a lei de emergência que requer aprovação da polícia de rotas de
protesto com antecedência de oito horas. A “rota oficial”, permitida pela
polícia, foi desobedecida; a multidão se afastou dela, seguindo seu caminho sem
pedir licença.
A
multidão era enorme, e facilmente quebrou os recordes anteriores estabelecidos
nas manifestações de 22 de março e 22 de abril, mostrando que este movimento
começa a penetrar nas mais amplas camadas da sociedade quebequense. A aposta de
Jean Charest de que o movimento poderia ser detido pelos cassetetes da polícia
e pelos poderes de emergência lhe saiu pela culatra de forma deplorável.
Na semana passada, o premier Jean
Charest anunciou a Lei 78. Uma lei que ataca o direito de protesto dos
estudantes e trabalhadores. Esta lei proíbe protestos a menos de 50 metros das
faculdades e universidades, institui pesadas multas para quem interrompa as
aulas, e proíbe que se congreguem mais de 50 pessoas sem permissão da polícia.
A lei visa reduzir o direito à greve dos estudantes. Esta lei se compara às leis
anteriores impostas aos trabalhadores em greve de Canada Post e Air
Canada, forçando-os a voltar ao
trabalho e também removendo o seu direito de ir à greve.
Infelizmente para o primeiro ministro
de Quebec, impor esta lei não é tarefa fácil. Durante meses, o movimento já
anulou e esvaziou os mandados judiciais através de ações de massas. Era
inevitável que esta lei provocasse o mesmo tipo de descontentamento.. CLASSE, a
principal união estudantil que organiza a greve, respondeu nesta segunda-feira
com uma conferência de imprensa anunciando que estava apelando à desobediência
civil e que seus porta-vozes estavam decididos a ir para a cadeia por
lançar este apelo.
A massiva participação registrada no
dia 22 de maio mostra como a imposição da Lei 78 tem realmente dado uma nova
vida ao movimento estudantil. A posição do governo de Charest de “defender a
ordem” tinha ganhado algum terreno no período anterior, em especial depois que
bombas de fumaça foram lançadas no Metrô por um
pequeno grupo de indivíduos. Esta lei de emergência expôs completamente as
verdadeiras intenções do governo. A maré mudou muito rapidamente – o governo
perdeu apoio nas últimas pesquisas de opinião e, ontem, os protestos se
transformaram em um gigantesco oceano de gente.
Charest estará agora sob a pressão de
duas vertentes dentro de seu partido. Haverá quem argumente que esta
manifestação deve receber as penalidades previstas, senão estará mandando uma
mensagem que a lei não tem o menor sentido. Haverá outros que argumentem que
qualquer tentativa de penalizar CLASSE seria uma loucura, que isto somente iria
fortalecê-la e exporia a natureza antidemocrática da lei. O primeiro ministro
está paralisado. Não há saída fácil para ele.
Este é o momento de se aproveitar a
vantagem e ir à ofensiva. Esta manifestação foi uma vitória importante que
destruiu as tentativas de se pintar o movimento como isolado e de torná-lo
ilegal. Enquanto o inimigo está desorientado, agora é hora de avançar!
Ontem, vimos milhares de trabalhadores se juntarem à manifestação. Os
sindicatos mobilizaram seus filiados para participar.
O Sindicato dos trabalhadores de STM
(que representa os trabalhadores do trânsito de Montreal) tomou ontem a decisão
de não permitir que os ônibus do transporte público sejam usados para
movimentar a polícia antimotim e seus prisioneiros em torno de Montreal. O
Sindicato dos Enfermeiros comparou a lei com a legislação de volta ao trabalho
(uma espécie de interdito proibitório brasileiro - nota do editor) que lhes foi
imposta pelo governo PQ [Parti Québécois – Partido Quebequense –NT] em 1999. O
Sindicato dos Professores teve o seu direito de greve suspenso em 2005. As
regulamentações atuais proíbem greves de solidariedade, greves políticas e
piquetes em frente às entradas do local de trabalho. Esta luta necessita ser
transformada em uma grande luta contra todas as restrições ao direito de greve.
Na semana passada, CSN (o sindicato
dos trabalhadores do setor público) votou por unanimidade em seu congresso pela
reafirmação do mandado do sindicato para uma greve social e apelou por uma
mobilização em massa para defender seus aliados na sociedade, referindo-se ao
movimento dos estudantes. Este é um claro passo a frente. Agora, isto precisa
se disseminar por todos os sindicatos que participaram na manifestação, e por
todos os sindicatos vítimas destes tipos de restrições antidemocráticas.
Os estudantes precisam aproveitar
estas oportunidades e ir às fábricas. É urgente agora ir aos locais de
trabalho, conversar com os trabalhadores e pedir-lhes para reunir assembleias
gerais para a discussão de uma greve geral de 24 horas. Os estudantes
levantaram as esperanças da classe trabalhadora, agora é hora de pedir-lhes
para entrar na luta de forma organizada.
Juntos, os estudantes e os
trabalhadores podem derrubar este governo.
“Charest: cai fora! Vamos lhe dar um
emprego no Norte!”
Fonte: Fightback (Canadá), da seção
Canadense da Corrente Marxista Internacional
Traduzido por Fabiano Adalberto
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Diretor chama polícia para acabar com manifesto pacífico dos alunos de escola em Imbituba
ALUNOS DA ESCOLA VISCONDE DE RIO BRANCO PEDEM SOCORRO
Depois de tantos clamores e apelos para que as coisas não acontecessem desta forma, a comunidade estudantil da EEB Visconde de Rio Branco foi as ruas para dizer o quanto estão indignados com a situação da atual nomeação. São ameaças, assédio e uma verdadiera falta de profissionalismo do diretor, lá, nomeado por agentes públicos de nossa Regional. Segue abaixo relato dos alunos com fotos do manifesto hoje realizado na referida Escola. Como se já não bastasse o uso das forças policiais contra as manifestações dos Professores, agora o Governo (Diretor é Governo) coloca as forças policiais na Escola Visconde de Rio Branco.
Rudmar Correia - Coordenador Regional SINTE Laguna
Relato na íntegra dos alunos da EEB Visconde de Rio Branco
No dia 16 de maio de 2012, mas precisamente no horário de entrada do turno matutino começou a se formar uma manifestação entre alunos, só alunos, professores não tinham conhecimento do nosso manifesto, neste manifesto queríamos reivindicar um direito nosso, o de podermos opinar na escolha da nossa diretoria, mesmo sabendo que no nosso estado essa escolha é feita através de políticos, outro motivo da nossa revolta.
Mesmo conscientes disso, achamos que as circunstancias em que ele foi posto no cargo não foi correta, sabendo que a nossa escola, como outras, estava tumultuada e ate um pouco fragilizada com a greve de alguns professores e também com a saída das diretoras. Mas mesmo assim ressaltando que todas as possibilidades de conversa já haviam sido esgotadas e que nós alunos queremos a solução da situação em nossa escola.
Nós queríamos deixar bem claro que em momento algum estamos contra a pessoa dele, mas sim com a maneira com que ele foi posto, ate por que todos tem a consciência de que ele durante um determinado tempo, foi até um “bom” diretor.
Bom, hoje (16/05) no período da manhã, foi feito uma manifestação na qual todos tiveram o direito de falar com a imprensa local, ate o próprio (o diretor), então os alunos do período da tarde também acharam no direito de se manifestar, então se formou um grupo na frente da escola, sem baderna e sem a intenção de ofender nem agredir ninguém!
Estávamos todos na frente da escola, quando ele chegou, e deixou bem claro que iria sim ligar pra alguns pais, na hora alguns alunos se sentiram ameaçados e voltaram para escola. Um grupo de mais ou menos 35 alunos ficaram desde o inicio das aulas ate o final, gritando e tentando conversar com o mesmo, porém não foi possível.
Quando estávamos todos com cartazes na mão, volto a dizer, cartazes dos quais não tinham absolutamente nada desrespeitando, nem agredindo ninguém, chega um carro da PM e um da PPT Pelotão Polícia Tática, tudo bem até ai, por que ninguém estava fazendo nada ilegal e não tínhamos o por que de ficar com medo, então saíram quatro policias da viatura da PPT com armas calibre 12 com balas de borracha em punhos.
Sendo assim relatamos o manifesto como apenas um jeito de mostrarmos nossa liberdade de expressão e assim sendo achamos desnecessárias as atitudes do atual diretor com os alunos de uma escola publica estadual.
Muitas fotos das viatura policiais tiveram que serem deletadas por exigências do comandante das viaturas.
Por favor Sr. Secretário de Educação de uma olhadinha em nossa escola, não queremos este tipo de conflito em nossa escola, nem tão pouco este diretor.
Alunos da escola Visconde de Rio Branco
Vejam as fotos:
sábado, 24 de março de 2012
domingo, 18 de março de 2012
Lideranças são presas dentro de escola em BH
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| Júlia Raffo, presidente do Grêmio |
O Grêmio do Estadual Central tem importância histórica no Estado de Minas Gerais e no movimento estudantil brasileiro. Foi palco de grandes lutas contra a Ditadura Militar, pelas Diretas Já!, e na campanha do Impeachment do ex-presidente Collor de Mello. Além disso, teve entre seus diretores o guerrilheiro Idalisio Soares Aranha e até a atual Presidente da República, Dilma Roussef. Até hoje, organiza lutas que são referência em todo o país, chegando a ser a principal escola na recente conquista do meio passe em Belo Horizonte. Porém, a direção da escola ainda reproduz os mesmos métodos fascistas do período em que o Brasil vivia sob o regime militar que governou o nosso país durante 21 anos, fazendo o possível para acabar com as mobilizações dos trabalhadores e da juventude e impedindo, através da repressão a livre organização dos estudantes.
No último dia 15 de fevereiro, diretores do Grêmio e da AMES-BH (Associação Metropolitana dos Estudantes Secundaristas da Grande BH) estavam nas dependências da escola, mobilizando os estudantes para a manifestação realizada no dia seguinte, quando foram agredidos verbal e fisicamente por funcionários da escola que queriam impedir a mobilização estudantil. Os estudantes não aceitaram as ameaças, por se tratar de abuso de poder e ação ilegal da direção da escola.
Como se não bastasse, a direção da escola chamou a policia militar para agredir e prender dentro da instituição, estudantes e menores de idade, e para dar guarida para os agressores continuarem sua truculência e tirar à força os diretores da AMES-BH e ex-diretores do Grêmio – Julia Raffo e Bruno Duarte.
Infelizmente, esse acontecimento absurdo, que nos faz lembrar os estudos sobre ditadura militar das aulas de história, não é um fato isolado no Estadual Central. Há anos, a direção da escola e alguns funcionários vêm cometendo diversas arbitrariedades e promovido atos autoritários, mostrando sua sede de controlar a consciência dos estudantes.
Mas essa política truculenta começou a ganhar espaço desde o primeiro governo do atual senador Aécio Neves e agora segue aumentando no governo de Antônio Anastasia, com o objetivo de criminalizar os movimentos sociais e as organizações populares. Ninguém pode esquecer que é este mesmo governo que se recusa a pagar o Piso Salarial nacional aos professores de Minas Gerais e que, na última greve, que durou 113 dias (quase quatro meses), gastou rios de dinheiro em propaganda mentirosa contra o SindiUTE-MG para desmoralizá-lo diante da sociedade. É essa mesma orientação que segue o Prof. Jeferson em relação ao grêmio.
O grêmio livre é lei conquistada há anos pelos estudantes. Além disso, a Ditadura Militar já acabou e junto com ela foram derrotadas também as leis que defendiam prisão de estudante que faz movimento estudantil. O Grêmio do Estadual Central e os estudantes da escola, junto com diversas outras entidades que já se solidarizaram, cobrarão das autoridades competentes respostas e soluções sobre os acontecimentos dentro da escola, que mais uma vez passaram dos limites do absurdo.
Grêmio Estudantil do Estadual Central, Belo Horizonte
FONTE: Jornal A Verdade
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Movimento estudantil! Presente - Imagens mostram protesto e repressão em Teresina
"Imagens mostram protesto e repressão em Teresina" (Outras Palavras)
Estudantes levantam-se contra aumento das passagens de ônibus. Polícia reprime com brutalidade. Mídia nacional permanece calada. Veja as fotos
Em Sul21
Desde segunda-feira (2), estudantes e trabalhadores de Teresina (PI) protestam contra o aumento da tarifa de ônibus na capital do Piauí, que passou de R$ 1,90 para R$ 2,10. Os atos públicos são diários, bloqueando o tráfego de veículos das principais ruas da cidade, e estão sendo alvo de dura repressão por parte das forças governamentais. Além da Polícia Militar, um grupo de seguranças privados contratados pelo Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Teresina também participa da repressão – que motiva a reação dos manifestantes, que depredaram paradas e incendiaram um ônibus.
O fotógrafo Breno Cavalcante registrou imagens dos protestos que mostram que, a despeito da violência, as manifestações contra o aumento das passagens ainda devem tomar as ruas de Teresina por um bom tempo.
Fonte: http://rogeliocasado.blogspot.com/
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